De acordo com a Organização Mundial de Saúde (O.M.S.), a depressão é o maior contribuinte da incapacidade para a atividade produtiva, registando, em 2015, 7,5% de todos os anos vividos com incapacidade.

É também a entidade que mais contribui para as mortes por suicídio, que chegam a quase 800 mil por ano e a nível global, estima-se que mais de 300 milhões, equivalentes a 4,4% da população mundial são afetadas por esta perturbação, sendo que este número está a aumentar, particularmente em países e pessoas de baixos rendimentos.

Apesar desta condição afetar pessoas de todas as idades e extratos sociais, o risco de depressão aumenta com a pobreza, desemprego, acontecimentos da vida (tal como a morte de um ente querido ou o fim de um relacionamento), doenças físicas e problemas causados pelo uso de álcool e drogas.

As perturbações depressivas são caracterizadas por tristeza, perda de interesse ou prazer, sentimentos de culpa ou de autoestima baixa, perturbações do sono ou do apetite, sensação de cansaço e baixo nível de concentração.

Estes sintomas podem ser de carácter duradouro ou recorrente, prejudicando substancialmente a capacidade de uma pessoa funcionar no trabalho, escola ou lidar com a vida diária. Na sua forma mais grave, a depressão pode levar ao suicídio.

As perturbações depressivas incluem duas subcategorias principais:

  • Perturbação depressiva maior/ episódio depressivo, que envolve sintomas como humor deprimido, perda de interesse e do prazer e diminuição da energia; dependendo do número e gravidade dos sintomas, um episódio depressivo pode ser categorizado como ligeiro, moderado ou grave;
  • A distimia, uma forma persistente ou crónica de depressão ligeira; os seus sintomas são semelhantes aos do episódio depressivo, mas tendem a ser menos intensos e durar mais tempo;

Uma outra distinção importante diz respeito à depressão em pessoas com ou sem história de episódios maníacos ou de expansão ou elação do humor. A perturbação afetiva bipolar consiste tipicamente em episódios maníacos e depressivos separados por períodos de humor normal. Os episódios maníacos envolvem humor elevado e aumento de energia, resultando em excesso de atividade, pressão da fala/discurso e diminuição da necessidade de sono.